Este blog pretende, através de textos, imagens, e demais possiblidades, refletir o mundo ao nosso redor, sempre com o intuito de desenvolver o melhor que há em nós, para contribuir, para refletir e transformar o nosso entorno, através da politica, da filosofia, buscando sempre a alteridade, o respeito às diferenças, como forma de alcançar este intento.Um abraço, Cláudio.
sábado, 19 de janeiro de 2013
O que acontece em Goiânia, com os moradores de rua, assume características de higienização social, coordenada por grupos financiados pelo comercio local, mas está claro que essas mortes interessam a uma sociedade que se acostumou a ver essas pessoas, como uma especie animal repulsiva, que causa asco e principalmente desprezo.Os Direitos Humanos, parecem não se aplicar a esses animais, pois humanos não são, aos olhos de boa parte da sociedade, que conscientemente aprova e até legitima a limpeza social, o varrimento das ruas desse "lixo humano" talvez em pouco tempo, faça parte parte oficialmente do serviço municipal de limpeza urbana.
Chocante? Não parece. De alguma forma, somos todos coniventes, já que nem protestar, protestamos, salve ongs, pessoas, que são verdadeiras ilhas, se comparadas a omissão do restante da sociedade e do Estado, que deveria proteger e mais, solucionar o problema, dando a essas pessoas, oportunidade de mudarem suas vidas, visto ser responsabilidade do Estado proteger e garantir a vida digna de seus cidadãos, ah, me esqueci, eles não são cidadãos, não é mesmo?
Sem me detalhar em leis, convenções sobre direitos humanos, que dizem respeito a dignidade humana, direito à vida. Sem abordar aspectos espirituais, religiosos, sobre a questão, o que mais impressiona, foi a condição em que chegamos de não reconhecer os da nossa própria especie.
Onde o senso de justiça?Do certo e do errado?
Façamos o que estiver ao nosso alcance para demonstrar que a humanidade pode e deve ser renovada, melhorada.Há moradores de rua em todas as cidades do Brasil.É a miséria, são as drogas. As causas são muitas.Nosso compromisso com os da nossa especie, deve vir em primeiro lugar.Por mais que os outros animais mereçam de nós, toda atenção e amor, não cheguemos ao ponto de ter que criarmos a Sociedade Protetora dos Animais Humanos.
Boa reflexão, Cláudio.
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Para uma sociedade capitalista que explora, isto DEVE existir, pois mostra a classe trabalhadora que se ela não se deixar explorar... irá se tornar o "lixo humano". Daí que temos várias pessoas, felizes em bater seu cartão de ponto, aceitar a perda dos direitos trabalhistas, ter o mínimo de diversão possível, se endividar e aceitar cada vez mais ser explorada... porque ao voltar para casa e ver os "lixos humanos" na rua, vai sentir medo de ficar assim e vai vender cada vez mais barato seu suor, sua dignidade e o futuro de seus filhos. vai gastar com bobagens que vê na TV e não investir na educação dos filhos. Vai delegar a educação a um estado que sucateia o ensino para deixar as pessoas com mais medo ainda dos "lixos humanos" e mostra a "salvação" pela submissão,não formado uma massa crítica. Isto já era dito por Marx faz muito tempo. Não acredito que o mundo vá melhorar com uma sociedade comunista. A história ja se encarregou de mostrar isto. O capitalismo existe porque não há outra forma viável. A história nos mostra isto. Agora a valorização do ser humano, a defesa de sua dignidade e adoção de regras justas é um ponto a ser defendido. A exploração pelo consumismo exagerado e a falta de educação da população não traz só benefícios para a classe dominante, traz um reflexo amargo que é o crime, a falta de segurança...ou seja, é um feitiço voltando contra o feiticeiro. Há muito o que se pensar... Enquanto os excluídos estão nos limites aceitáveis, a própria sociedade se serve disto. Dai que vem a "caridade", no qual se legítima a condição de submissão extrema. Enquanto há esta "caridade" com os excluídos, mantem-se as condições, num sistema de castas: para eu ser caridoso, tem que existir o pobre... se ele deixar de existir, perco minha "nobre" função social. Mas o grande problema acontece quando as coisas fogem do controle. A exploração toma um viés tão acentuado que aumenta de um lado a submissão e de outro a criminalidade. O excesso de excluídos mostra a falha do no sistema. E o sistema não quer assumir as falhas, prefere escondê-las. Eis o grande paradoxo: tratar os excluídos com "caridade" legitima o sistema, deixando-os na inércia e sem valorização de sua dignidade, limpá-los é desumano. Eis o desafio do presente. Quanto ao futuro... se tivermos educação descente nas escolas, se a exploração consumista se enfraquecer, termos com certeza menos excluídos... o que fazer então é...
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